quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

IFA Ciências Humanas Aula 07 e 08

Material com atividade, utilizado nas aulas do Itinerário Formativo  de Aprofundamento (IFA) de Ciências Humanas.

Fonte: Planos de aula do Itinerários Formativos de Aprofundamento (IFAs) das Ciências Humanas e Sociais Aplicadas. Governo do Estado do Ceará.

IFA CIÊNCIAS HUMANAS AULA 07 E 08

Texto 1: Trecho de “Brasil: uma biografia” de Lilia Schwarcz e Heloisa Starling

O fato é que muitas características do passado insistem em continuar presentes, retornam e não desaparecem por efeito de decreto ou boa vontade. A miséria se mantém assolando importante parcela da população, e, a despeito dos tantos progressos realizados, continuamos apresentando índices que nos colocam entre os países campeões no quesito desigualdade social. Em muitos lugares, mulheres ganham menos, trabalhando nas mesmas funções que seus colegas do sexo masculino, e continuam altos os índices de “crimes da paixão”, eufemismo para definir as práticas violentas que ainda marcam as diferenças de gênero no país. [...] Negros, morenos e pardos — seja lá o nome que se quiser dar —, apesar da aplicação de novas políticas de ação afirmativa, ainda conhecem a realidade da discriminação racial expressa nos índices diversos no trabalho e na educação, nas taxas de mortalidade, de criminalização na justiça, e até mesmo no lazer. As chances continuam desiguais [...].

SCHWARCZ, Lilia M; STARLING, Heloisa M. Brasil: uma biografia. São Paulo: Companhia das Letras, 2015. p. 506-507.


Texto 2: A situação do negro escravo no Brasil-Colônia

No início da colonização, a mão de obra utilizada era majoritariamente de indígenas escravizados, porém, com o tempo, por uma série de motivos, os escravizados africanos passaram a ser preferidos pelos donos das plantações e engenhos; Consequentemente, a migração forçada de africanos para o território brasileiro deveu-se à demanda de mão de obra para a agricultura de exportação e a extração de minérios; Moura (1992, p. 15-18) afirma que o negro escravo no Brasil-Colônia "vivia como se fosse um animal" e que a disciplina de trabalho que lhe era imposta "baseava-se na violência contra a sua pessoa"; Mesmo com a abolição da escravidão no Brasil, em 1888, os negros foram inseridos na sociedade como cidadãos de segunda classe.

MOURA, Clóvis. História do negro brasileiro. 2. ed. São Paulo: Ática, 1992.


Texto 3: A condição da mulher no Brasil-Colônia

A situação das mulheres no Brasil colonial era profundamente marcada pelo patriarcado escravocrata, mas assumia formas diferentes para mulheres negras e brancas. A mulher branca (da camada senhorial): Vivia na família patriarcal, sob autoridade absoluta do pai e, depois, do marido. Sua “carreira” social quase única era o casamento; a alternativa era o convento, muitas vezes decidido pelo pai ou pelo marido como forma de controlar sua sexualidade. A mulher negra (escravizada): Era, antes de tudo, escrava: considerada “coisa”,

instrumento de trabalho, sem direitos, vendida, alugada, castigada. Sofria uma exploração tripla: como trabalhadora, como objeto sexual do senhor e como reprodutora de força de trabalho.

SAFFIOTI, Heleieth. A mulher na sociedade de classes: mito e realidade. Petrópolis: ozes, 1976.


Interseccionalidade: conceito e aplicação social

Interseccionalidade é um conceito das ciências sociais que busca explicar como diferentes formas de desigualdade e opressão atuam de maneira simultânea e interligada na vida das pessoas. Em vez de analisar separadamente fatores como raça, classe social, gênero, sexualidade ou território, a interseccionalidade propõe compreendê-los como dimensões que se cruzam e produzem experiências sociais específicas.

O conceito foi sistematizado pela jurista e intelectual Kimberlé Crenshaw, ao analisar como mulheres negras enfrentavam formas de discriminação que não podiam ser explicadas apenas pelo racismo ou apenas pelo machismo. A partir disso, a interseccionalidade passou a ser utilizada para compreender como estruturas históricas de poder produzem desigualdades complexas e persistentes.

No contexto brasileiro, a interseccionalidade é fundamental para entender as desigualdades sociais, pois o país foi historicamente marcado pela escravidão, pela colonialidade e pela ocupação racializada do território. Esses processos estruturaram hierarquias sociais que ainda se refletem nos indicadores de renda, escolaridade, acesso à saúde, moradia e oportunidades de trabalho.

Por exemplo, pessoas negras, especialmente mulheres negras e moradores de periferias, tendem a ocupar posições sociais mais vulneráveis. Isso não ocorre por acaso ou por escolhas individuais, mas porque diferentes marcadores sociais se combinam, limitando o acesso a direitos e ampliando situações de exclusão.

A interseccionalidade também contribui para o debate educacional, pois permite analisar como desigualdades de raça, classe e gênero afetam o acesso, a permanência e o sucesso escolar. Dessa forma, o conceito ajuda a pensar políticas públicas mais justas e ações pedagógicas que reconheçam a diversidade das experiências sociais.

Em síntese, compreender a interseccionalidade significa reconhecer que as desigualdades são historicamente construídas, estruturais e interligadas, exigindo análises e soluções que considerem essa complexidade.


ATIVIDADE 

1. Sobre a herança do passado (Texto 1)

De acordo com o primeiro texto, por que não podemos dizer que o Brasil deixou todos os seus problemas antigos para trás? Dê um exemplo de um problema do passado que ainda vemos hoje.

2. Sobre a vida do escravizado (Texto 2)

O historiador Clóvis Moura diz que o negro escravizado vivia "como se fosse um animal". Explique o que ele quis dizer com isso, considerando como era a rotina de trabalho e o tratamento dado a essas pessoas.

3. Sobre as diferenças entre mulheres (Texto 3)

O texto de Heleieth Saffioti mostra que a vida da mulher branca e da mulher negra no Brasil Colônia era bem diferente. Quais eram as principais dificuldades vividas pela mulher negra que a mulher branca não passava?

4. Sobre o conceito de Interseccionalidade (Texto 4) O que significa o conceito de interseccionalidade? Tente explicar com suas palavras como diferentes preconceitos (como raça e gênero) podem se somar na vida de uma pessoa.

5. Sobre a realidade das periferias (Texto 4)

Por que o texto afirma que as mulheres negras moradoras de periferias estão em uma posição mais "vulnerável"? Isso acontece por escolha delas ou por causa da história do país? Justifique.


IFA Ciências Humanas Aula 05 e 06

Material com atividade, utilizado nas aulas do Itinerário Formativo  de Aprofundamento (IFA) de Ciências Humanas.

Fonte: Planos de aula do Itinerários Formativos de Aprofundamento (IFAs) das Ciências Humanas e Sociais Aplicadas. Governo do Estado do Ceará.

IFA aula 05 e 06 atividades

Texto 1: Trecho de “Brasil: uma biografia” de Lilia Schwarcz e Heloisa Starling

O fato é que muitas características do passado insistem em continuar presentes, retornam e não desaparecem por efeito de decreto ou boa vontade. A miséria se mantém assolando importante parcela da população, e, a despeito dos tantos progressos realizados, continuamos apresentando índices que nos colocam entre os países campeões no quesito desigualdade social. Em muitos lugares, mulheres ganham menos, trabalhando nas mesmas funções que seus colegas do sexo masculino, e continuam altos os índices de “crimes da paixão”, eufemismo para definir as práticas violentas que ainda marcam as diferenças de gênero no país. [...] Negros, morenos e pardos — seja lá o nome que se quiser dar —, apesar da aplicação de novas políticas de ação afirmativa, ainda conhecem a realidade da discriminação racial expressa nos índices diversos no trabalho e na educação, nas taxas de mortalidade, de criminalização na justiça, e até mesmo no lazer. As chances continuam desiguais [...].

SCHWARCZ, Lilia M; STARLING, Heloisa M. Brasil: uma biografia. São Paulo:Companhia das Letras, 2015. p. 506-507.


Texto 2: A situação do negro escravo no Brasil-Colônia

No início da colonização, a mão de obra utilizada era majoritariamente de indígenas escravizados, porém, com o tempo, por uma série de motivos, os escravizados africanos passaram a ser preferidos pelos donos das plantações e engenhos; Consequentemente, a migração forçada de africanos para o território brasileiro deveu-se à demanda de mão de obra para a agricultura de exportação e a extração de minérios; Moura (1992, p. 15-18) afirma que o negro escravo no Brasil-Colônia "vivia como se fosse um animal" e que a disciplina de trabalho que lhe era imposta "baseava-se na violência contra a sua pessoa"; Mesmo com a abolição da escravidão no Brasil, em 1888, os negros foram inseridos na sociedade como cidadãos de segunda classe.

MOURA, Clóvis. História do negro brasileiro. 2. ed. São Paulo: Ática, 1992.


Texto: 3 A condição da mulher no Brasil-Colônia

A situação das mulheres no Brasil colonial era profundamente marcada pelo patriarcado escravocrata, mas assumia formas diferentes para mulheres negras e brancas. A mulher branca (da camada senhorial): Vivia na família patriarcal, sob autoridade absoluta do pai e, depois, do marido. Sua “carreira” social quase única era o casamento; a alternativa era o convento, muitas vezes decidido pelo pai ou pelo marido como forma de controlar sua sexualidade. A mulher negra (escravizada): Era, antes de tudo, escrava: considerada “coisa”,

instrumento de trabalho, sem direitos, vendida, alugada, castigada. Sofria uma exploração tripla: como trabalhadora, como objeto sexual do senhor e como reprodutora de força de trabalho.

SAFFIOTI, Heleieth. A mulher na sociedade de classes: mito e realidade. Petrópolis: Vozes, 1976.


Texto 04: Interseccionalidade: conceito e aplicação social

Interseccionalidade é um conceito das ciências sociais que busca explicar como diferentes formas de desigualdade e opressão atuam de maneira simultânea e interligada na vida das pessoas. Em vez de analisar separadamente fatores como raça, classe social, gênero, sexualidade ou território, a interseccionalidade propõe compreendê-los como dimensões que se cruzam e produzem experiências sociais específicas.

O conceito foi sistematizado pela jurista e intelectual Kimberlé Crenshaw, ao analisar como mulheres negras enfrentavam formas de discriminação que não podiam ser explicadas apenas pelo racismo ou apenas pelo machismo. A partir disso, a interseccionalidade passou a ser utilizada para compreender como estruturas históricas de poder produzem desigualdades complexas e persistentes.

No contexto brasileiro, a interseccionalidade é fundamental para entender as desigualdades sociais, pois o país foi historicamente marcado pela escravidão, pela colonialidade e pela ocupação racializada do território. Esses processos estruturaram hierarquias sociais que ainda se refletem nos indicadores de renda, escolaridade, acesso à saúde, moradia e oportunidades de trabalho.

Por exemplo, pessoas negras, especialmente mulheres negras e moradores de periferias, tendem a ocupar posições sociais mais vulneráveis. Isso não ocorre por acaso ou por escolhas individuais, mas porque diferentes marcadores sociais se combinam, limitando o acesso a direitos e ampliando situações de exclusão.

A interseccionalidade também contribui para o debate educacional, pois permite analisar como desigualdades de raça, classe e gênero afetam o acesso, a permanência e o sucesso escolar. Dessa forma, o conceito ajuda a pensar políticas públicas mais justas e ações pedagógicas que reconheçam a diversidade das experiências sociais.

Em síntese, compreender a interseccionalidade significa reconhecer que as desigualdades são historicamente construídas, estruturais e interligadas, exigindo análises e soluções que considerem essa complexidade.


Atividade discursiva

  1. Permanências Históricas, No Texto 1, as autoras Lilia Schwarcz e Heloisa Starling afirmam que "muitas características do passado insistem em continuar presentes". Relacione essa afirmação com a situação dos negros no Brasil pós-abolição mencionada no Texto 2.
  2. A Condição da Mulher no Período Colonial, Com base no Texto 3, explique as principais diferenças entre a opressão vivida pela mulher branca da camada senhorial e a mulher negra escravizada no Brasil Colônia.
  3. O Conceito de Interseccionalidade, O Texto 4 apresenta o conceito de interseccionalidade. Explique, com suas palavras, o que esse conceito propõe e por que ele é importante para entender a realidade brasileira.
  4. Síntese e Indicadores Sociais, O Texto 1 cita que o Brasil é um dos "campeões no quesito desigualdade social". Utilizando as informações dos Textos 2, 3 e 4, identifique dois fatores históricos ou estruturais que contribuem para esses altos índices de desigualdade.


IFA Ciências Humanas Aula 03 e 04

Material com atividade, utilizado nas aulas do Itinerário Formativo  de Aprofundamento (IFA) de Ciências Humanas.

Fonte: Planos de aula do Itinerários Formativos de Aprofundamento (IFAs) das Ciências Humanas e Sociais Aplicadas. Governo do Estado do Ceará.


AULAS 3 E 4 VOZES DA CRÍTICA

Texto 1 - Por um Feminismo Afro-Latino-Americano

O processo de industrialização e urbanização do Brasil ocorreu em dois estágios: o capitalismo competitivo e o capitalismo monopolista. O primeiro estágio terminou em meados da década de 1950 e o segundo atingiu seu pico depois de 1968. Os setores conectados com o capitalismo competitivo foram subordinados pelo sistema monopolista hegemônico, cujos tentáculos alcançaram até as regiões mais atrasadas. Esses eventos resultaram na existência de dois mercados de trabalho distintos que exigiam forças de trabalho qualitativamente distintas. 

Esse desenvolvimento desigual combinava e integrava diferentes épocas. Grande parte da população excedente se tornou uma massa marginal sob o sistema monopolista e um exército industrial de reserva para o setor competitivo subordinado. Uma vez que a capacidade de absorver mão de obra manual desse setor é muito baixa, uma massa marginal também existe em relação a ele. Claramente, condições relacionadas ao desemprego e ao subemprego tiveram efeitos especialmente severos sobre esse excedente

populacional.

GONZALEZ, Lélia. Por um Feminismo Afro-Latino-Americano: Ensaios, Intervenções e Diálogos . Rio Janeiro: Zahar, 2020


Texto 2 - O Negro no Mundo dos Brancos

Todos os que leram Gilberto Freyre sabem qual foi a dupla interação, que se estabelece nas duas direções. Todavia, em nenhum momento essas influências recíprocas mudaram o sentido do processo social. O negro permaneceu senpre condenado a um mundo que não se organizou para tratá-lo como ser humano e como "igual". Quando se dá a primeira grande revolução social brasileira, na qual esse mundo se desintegra em suas raízes abrindo-se ou rachando-se através de várias fendas, como assinalou Nabuco- nem por isso ele contemplou com equidade as "três raças" e os "mestiços" que nasceram do seu intercruzamento. Ao contrário, para participar desse mundo, o negro e o mulato se viram compelidos a se identificar com o branqueamento psico-social  e moral. Tiveram de sair de sua pele, simulando a condição humana-padrão do mundo dos brancos".

Essa situação constitui, em si mesma, uma terrível provação. Que equilíbrio podem ter o "negro" e o "mulato" se são expostos, por princípio e como condição de rotina, a formas de auto-afirmação que são, ao mesmo tempo, formas de autonegação?

FERNANDES, Florestan. O negro no mundo dos brancos. Difusão Europeia do Livro. São Paulo, 1972.


Texto 3 - Colonialidade de ser

Distinta dessa ideia, a colonialidade se refere a um padrão de poder que emergiu como resultado do colonialismo moderno, mas que, ao invés de estar limitado a uma relação formal de poder entre dois povos ou nações, refere-se antes à forma como trabalho, o conhecimento, a autoridade e as relações intersubjetivas se articulam entre si, através do mercado capitalista mundial e da idéia de raça.

MALDONADO-TORRES, Nelson. Sobre a colonialidade do ser: contribuições para o desenvolvimento de um conceito. Rio de Janeiro: Via Verita Editora, 2022.


Texto 4 - Filosofia da libertação

1.1.2. А оopressão da periferia colonial e neocolonial

1.1.2.1. Quando dizemos que a filosofia da libertação é pós-moderna, queremos indicar a  seguinte tese: a filosofia moderna européia, mesmo antes do ego cogito, mas certamente a partir dele, situa todos os homens, todas as culturas, e com isso suas mulheres e filhos, dentro de suas próprias fronteiras como úteis manipuláveis, instrumentos. A ontologia os situa como entes interpretáveis, como idéias conhecidas, como mediações ou possibilidades internas ao horizonte da compreensão do ser. Espacialmente centro, o ego cogito constitui a periferia e se pergunta com Fernández de Oviedo: "Os índios são homens?", isto é, são europeus e por isso animais racionais? O menos importante foi a resposta teórica; quanto à resposta prática, que é a real, ainda continuamos a sofrer: são apenas a mão-de-obra, se não irracionais, ao menos "bestiais", incultos - porque não têm a cultura do centro -, selvagens... subdesenvolvidos.

1.1.2.2. Esta ontologia não surge do nada. Surge de uma experiência anterior de dominação sobre os outros homens, de opressão cultural sobre outros mundos. Antes do ego cogito existe o ego conquiro (o "eu conquisto" é o fundamento prático do "eu penso"). O centro se impôs sobre a periferia há cinco séculos. Mas, até quando? Não terá chegado ao seu fim a preponderância geopolítica do centro? Podemos vislumbrar um processo de libertação crescente do homem da periferia?

DUSSEL, Enrique. Filosofia da Libertação: crítica à ideologia da exclusão. São Paulo: Paulus, 1995.


Texto 5 - Pele negra, máscaras brancas

Enquanto o negro estiver em casa não precisará, salvo por ocasião de pequenas lutas intestinas, confirmar seu ser diante de um outro. Claro, bem que existe o momento de “ser para-o-outro”, de que fala Hegel, mas qualquer ontologia torna-se irrealizável em uma sociedade colonizada e civilizada. Parece que este fato não reteve suficientemente a atenção daqueles que escreveram sobre a questão colonial. Há, na Weltanschauung de um povo colonizado, uma impureza, uma tara que proíbe qualquer explicação ontológica. Pode-se contestar, argumentando que o mesmo pode acontecer a qualquer indivíduo, mas, na verdade, está se mascarando um problema fundamental. A ontologia, quando se admitir de uma vez por todas que ela deixa de lado a existência, não nos permite compreender o ser do negro. Pois o negro não tem mais de ser negro, mas sê-lo diante do branco. Alguns meterão na cabeça que devem nos lembrar que a situação tem um duplo sentido. Respondemos que não é verdade. Aos olhos do branco, o negro não tem resistência ontológica. De um dia para o outro, os pretos tiveram de se situar diante de dois sistemas de referência. Sua metafísica ou, menos pretensiosamente, seus costumes e instâncias de referência foram abolidos porque estavam em contradição com uma civilização que não conheciam e que lhes foi imposta.

FANON, Frantz. Pele negra, máscaras brancas. Salvador: EDUFBA, 2008.


Atividade

Texto 1 - Segundo o texto, como o processo de industrialização no Brasil contribuiu para o aumento do desemprego e do subemprego, e por que esses problemas atingiram de forma mais intensa parte da população?

Texto 2 - De acordo com o autor, por que o negro e o mulato precisaram se adaptar aos padrões do “mundo dos brancos” para serem aceitos na sociedade brasileira? Quais consequências isso trouxe para a construção de sua identidade?

Texto 3 - Explique, com base no texto, o que significa a ideia de “colonialidade” e como ela continua influenciando as relações sociais e de poder mesmo após o fim do colonialismo.

Texto 4 - Segundo Dussel, como a filosofia europeia colocou os povos colonizados em uma posição de inferioridade? Explique a relação entre dominação, colonização e exclusão desses povos.

Texto 5 - De acordo com Fanon, por que o negro passa a se definir a partir do olhar do branco em uma sociedade colonizada? Como isso afeta sua identidade e sua forma de se ver no mundo?


sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

QUESTÕES DE FILOSOFIA UECE 2025.1

Filosofia UECE 2025.1

68. Assinale a opção que corresponde a um exemplo de silogismo válido aplicado ao contexto da pandemia deCOVID-19.
A) Se vacinarmos todos, a pandemia termina. Alguns estão vacinados. Logo, a pandemia já terminou.
B) Se uso máscaras, não me infecto através da respiração. Eu estou infectado. Logo, não usei máscaras.
C) Nenhum vacinado pode transmitir o vírus. João é vacinado. Logo, João pode transmitir o vírus.
D) Todos os corona vírus são vírus. Todos os vírus são microorganismos. Logo, todos os corona vírus são microorganismos.

69. “Tudo é Deus pensando. Assim, Farias Brito conclui com sua ‘concepção fundamental’ – ‘o mundo é uma atividade intelectual, pois é Deus pensando, e nós, homens, como elementos que somos do mecanismo do mundo, fazemos também parte do pensamento de Deus, e somos, por conseguinte, no mais rigoroso sentido da palavra, ideias divinas. ”NOGUEIRA, Francisco Alcântara. Farias Brito e a Filosofia do Espírito. Rio de Janeiro: Livraria Freitas Bastos S/A, 1962., p. 45.Com base na apresentação de Alcântara Nogueira, é correto afirmar que a compreensão de Farias Brito sobre Deus é uma espécie de
A) panteísmo.
B) niilismo.
C) materialismo histórico.
D) positivismo

70. “André Rebouças, descendente direto do radicalismo filosófico do liberalismo, não se fixa, ao contrário da maioria esmagadora dos liberais brasileiros do seu tempo e do que lhe sucedeu, na questão da livre iniciativa e do livre mercado, transitando dela, sem perder sua identidade de origem, para a questão social, com a abolição e a luta pela liberação do acesso à terra. ”VIANNA, Luís Werneck. Apresentação do livro de CARVALHO, Maria Alice Rezende de. O quinto século: André Rebouças e a construção do Brasil. Rio de janeiro: Revan, 1998. Adaptado. Com base na apresentação da posição filosófica de André Rebouças (1838-1898), é correto afirmar que
A) a única preocupação do liberalismo é a defesa da propriedade privada e da livre iniciativa.
B) todos os liberais brasileiros se posicionam pela democratização da propriedade da terra.
C) a abolição e o acesso de muitos à terra é contra a propriedade privada e a livre iniciativa.
D) a defesa da liberdade da pessoa e de seus direitos à propriedade é uma posição liberal.

71. “Onde se afirma que a filosofia só se faz em alemão, Lélia [González (1935-1994)] afirma o pretuguês e o complexo não de Édipo, mas do alemão, como modo de subverter e rir, por que não, do que a norma culta cultua, pretensamente erudita, porque eurodita. Nessa ‘chamada América Latina que, na verdade, é muito mais ameríndia e amefricana do que outra coisa’ (Gonzalez, 1988), como saca Lélia, negrita-se o necessário compromisso de aproximar-se de outros referenciais para forjar uma filosofia capaz de pensar as questões que nos afetam desde as experiências situadas de reexistência da práxis negro-indígena, historicamente anuladas e deslegitimadas. ”REIS, Diego dos Santos. Lélia Gonzalez, Por uma Filosofia Amefricana. Anais do IV Congresso de Pesquisadores/as Negros/as,2023.Segundo Diego dos Santos Reis, para a filósofa Lélia González,
A) como só é possível filosofar em alemão, não pode haver uma filosofia baseada numa língua inculta, tal o português brasileiro.
B) a experiência social, cultural e étnico-racial brasileira precisa ser pensada também com base em nossa formação linguístico-cultural.
C) a formação do pensamento filosófico independe demarcas linguísticas, culturais e raciais, pois a filosofia é sempre universal.
D) precisamos recusar a filosofia e a psicanálise, e começara fazer uma história das existências e resistências de negros e indígenas.

72. “Aristóteles nos diz que, sem a presença de uma doutrina moral ao alcance dos indivíduos, é preciso uma lei positiva para pleitearmos o bem comum. Para o alcance da verdadeira felicidade, é necessário inicialmente tornarmo-nos bons. Para isso é preciso que nos acostumemos com avida boa, conformando-a ao costume que se relaciona com uma legislação positiva, capaz de habituar os homens à felicidade. ”AQUINO, Tomás. Sobre os prazeres: Comentários ao Décimo Livro da Ética de Aristóteles, Lição XIV. Campinas: Eclesiae, 2013. –Adaptado. Com base nessa interpretação de Tomás de Aquino, é correto dizer que, para Aristóteles,
A) as leis positivas cumprem uma função educadora para os indivíduos, pois os obrigam aos bons costumes.
B) a doutrina moral e a legislação positiva têm finalidades diferentes, pois a lei só surge quando a doutrina falha.
C) a legislação positiva tem como finalidade refrear vícios e os maus costumes, e a doutrina moral, a educação.
D) o bem comum é objetivo da doutrina moral e o objetivo da legislação é a defesa dos interesses individuais

GABARITO 
68 D
69 A
70 D
71 B
72 A

quarta-feira, 14 de janeiro de 2026

QUESTÕES HISTORIA UECE 2025.1

Historia UECE 2025.1

23. Atente para o excerto de um texto publicado na Revistado Instituto do Ceará, ano III, 1889, pg. 48-49, pelo historiador cearense João Brígido.“[...] Marchava para o suplício, cujo campo estava ocupado por multidão, ávida de espetáculos, sacrilegamente curiosa. Muitas crianças se haviam trepado em um cajueiro para melhor saborear aquela transição da vida para o nada. Ao peso, quebraram-se os galhos da árvore, e caíram todos. O padre Gonçalo riu-se!Por vezes lhe vendaram os olhos, para não ver apontar os fuzis; ele porém se desvendava, e encarava os matadores. Atirem aqui, lhes bradou por último, pondo a mão sobre o coração! Seis balas lhe vararam o peito, três dedos lhe destacaram da mão, caindo na terra! Respeitaram-no os assassinos, que a lei da ocasião tinha armado. Não lhe despejaram sobre a cabeça o tiro reservado às vítimas palpitantes, o qual as desfigurava. Não houve quem chamasse os cães para lhe dragarem os miolões, como a seus companheiros!”O suplício e a execução do Padre Gonçalo Ignácio de Loyola Albuquerque de Mello Mororó, na Praça dos Mártires, antigo Passeio Público, no dia 30 de abril de 1825, ocorreudentro do contexto histórico que envolveu

A) a punição aos rebeldes que participaram da Revolução Pernambucana de 1817, movimento liberal e republicanoque se levantou contra o governo de D. João VI.

B) o movimento revoltoso da Sedição de Pinto Madeira que, se opondo ao governo Regencial, exigia o retorno de Pedro I ao trono brasileiro após sua abdicação.

C) a punição aos participantes da Confederação doEquador, movimento revolucionário iniciado em Pernambuco, que chegou ao Ceará e outras províncias.

D) a violenta repressão das forças militares contratadas por D. Pedro I para garantir a independência do Brasil contra aqueles que eram fiéis a Portugal e lutavam nas províncias brasileiras.


24. No início do século XX, já no período da República recém instalada, uma grande reforma urbana ocorreu na capital do país, a cidade do Rio de Janeiro. Essa reforma foi fruto de uma ação conjunta do Presidente da República, Rodrigues Alves e do Prefeito da cidade, Pereira Passos. A reforma buscava tornar a capital uma cidade mais salubre, bem como embelezá-la. Durante o período entre 1903 e1906, diversas intervenções foram feitas na cidade e uma campanha sanitária foi conduzida pelo médico Oswaldo Cruz. Esse momento tem como evento marcante

A) a Revolta da Vacina, levante popular no qual a população carioca rebelou-se, movida pela desinformação, contra a proposta de lei que obrigava a vacinação contra a varíola, e que resultou em dezenas de mortos e centenas de degredados.

B) o desenvolvimento de uma campanha maciça de construção de prédios residenciais no centro do Rio de Janeiro, os chamados cortiços, que iriam abrigar centenas de famílias desprovidas e trariam a população para a região central.

C) a desapropriação das residências mais bem localizadas na cidade como forma de dar espaço de moradia para os milhares de europeus que chegaram ao Rio de Janeiro quando da instalação do governo da coroa portuguesa no Brasil.

D) o fim da chamada ‘Belle Époque’ no Brasil, pois as reformas urbanas buscavam desfazer o predomínio da cultura europeia na arquitetura e nas artes brasileiras, marcadas pela influência da missão artística francesa desde o século XIX.


25. Em nota introdutória à sua principal obra, publicada em 1902, Euclides da Cunha assim se refere ao evento que descreve no livro: “[...] mal unidos àqueles extraordinários patrícios pelo solo em parte desconhecido, deles de todo nos separa uma coordenada histórica — o tempo. Aquela campanha lembra um refluxo para o passado. E foi, na significação integral da palavra, um crime. Denuncie mo-lo.”O episódio a que se refere o autor citado é

A) a campanha do Exército brasileiro na Guerra do Paraguai quando, sob liderança de Gastão de Orléans, o Conde D’Eu, as tropas da Aliança massacraram a população paraguaia.

B) a destruição, pelas forças militares do Estado, da comunidade rural do Caldeirão da Santa Cruz do Deserto, liderada pelo Beato José Lourenço, na Serra do Araripe, no Cariri cearense.

C) o massacre da população sertaneja da região do Contestado, entre Paraná e Santa Catarina, que lutava contra a tomada de suas terras e a opressão econômica.

D) o massacre, pelas forças militares da República, dos membros do movimento religioso e monarquista de Canudos, liderado pelo cearense Antônio Vicente Mendes Maciel, o Antônio Conselheiro.


26. Durante a Presidência de José Sarney (1985-1990),primeiro presidente civil após os governos militares desde1964, o governo lançou diversos planos econômicos com o intuito de conter o avanço da inflação, quais sejam: Plano Cruzado I, Plano Cruzado II, Plano Bresser e Plano Verão.

Os governos seguintes também lançaram mão de planos econômicos para solucionar o problema: no governo de Fernando Collor foram lançados o Plano Collor I, o Plano Collor II e o Plano Marcílio, e no governo de Itamar Franco foi lançado o Plano Real. Considerando esses planos e o momento econômico em que vivia o país nas décadas de1980 e 1990, assinale a afirmação verdadeira.

A) A hiperinflação e os planos econômicos representam a desorganização da economia nacional surgida após a vitória de Tancredo Neves no Colégio Eleitoral e o declínio do poder dos militares.

B) À exceção do Plano Real, os demais planos foram tentativas fracassadas de conter a inflação que vinha em um forte crescimento no período em que José Sarney assumiu a presidência.

C) Após a criação do Cruzado, em substituição ao Cruzeiro como moeda nacional, a hiperinflação cedeu e as taxas da inflação baixaram até voltarem a subir com a criação do Real.

D) Mesmo após a criação do Plano Real, que instituiu a atual moeda circulante no Brasil em 1994, a hiperinflação herdada dos governos anteriores se manteve até hoje.

27. Atente para o seguinte trecho do discurso de vitória do Presidente Eleito dos Estados Unidos Barack Obama em 4 de novembro de 2008: “Ela estava lá para os ônibus em Montgomery, os jatos d’água em Birmingham, uma ponte em Selma e um pregador de Atlanta que disse a um povo ‘que nós devemos triunfar’”. Esse trecho do discurso de vitória de Barack Obama faz referência a um dos mais poderosos movimentos ocorridos nos Estado Unidos no pós-guerra: o Movimento pelos Direitos Civis. Sobre esse movimento, assinale a afirmação FALSA.

A) As chamadas Leis Jim Crow, de segregação racial, emergiram duas décadas após o fim da Guerra de Secessão.

B) O início do movimento dos Direitos Civis foi assinalado pelo boicote ao sistema de transporte público da capital do Alabama.

C) Rosa Parks foi presa por se recusar a ceder seu lugar no ônibus para um passageiro branco; sua resistência pacífica mobilizou apoio em escala nacional.

D) Martin Luther King, pastor de Atlanta, defendia o movimento pelos direitos civis mesmo se precisasse chegar à prática de atos violentos no processo de luta.

28. Uma das mais antigas civilizações do mundo foi, provavelmente, a que começou no vale do Tigre e do Eufrates mais ou menos em 3.500 ou 3.000 a.C., a civilização mesopotâmica, que era completamente diferente da egípcia. Sua história política é assinalada por interrupções bruscas. Sua composição racial era menos homogênea e sua estrutura social e econômica oferecia campo mais largo à iniciativa individual. Considerando a tumultuada História da Mesopotâmia, assinale com V ou F conforme seja verdadeiro ou falso o que se afirma a seguir.

( ) Os pioneiros no desenvolvimento da civilização mesopotâmica foram os chamados caldeus, que se estabeleceram na parte baixa do vale do Tigre-Eufrates.

( ) A ascensão dos antigos babilônios inaugurou a segunda fase importante da civilização do Tigre-Eufrates.

( ) Esse povo fundou um pequenino império no planalto de Assur, cerca de 800 quilômetros a montante do rio Tigre e veio a chamar-se novos babilônios, e sua posterior ascensão ao poder marcou o início do terceiro estágio no desenvolvimento da civilização mesopotâmica.

( ) Os Assírios estabeleceram um estado autocrático e, durante o reino de Hamurabi, seu mais famoso rei, estenderam seu domínio no norte até a Babilônia.

( ) O império assírio alcançou o auge nos séculos VIII e VII, chegando a incluir quase todo o mundo civilizado da época.  A sequência correta, de cima para baixo, é:

A) F, F, V, F, V.

B) F, V, F, F, V.

C) V, V, F, V, F.

D) V, F, V, V, F.

29. O desenvolvimento da Igreja Católica na época feudal coincidiu com o aparecimento de ambiciosos chefes políticos. Tornou-se praticamente inevitável um conflito entre as autoridades secular e espiritual, pois muitas vezes se sobrepunham às jurisdições reivindicadas por cada uma delas. Sobre esse conflito, assinale a afirmação verdadeira.

A) A norma de que um bispo, um abade ou um padre que ocupasse a sua posição como um feudo deveria ser investido pelo papa desagradava os senhores feudais.

B) A transferência da sede do Papado de Roma para Avignon se constituiu no símbolo da vitória do Papa contra os senhores feudais italianos.

C) Em consequência das lutas entre o Papa e o Imperador, o papado atingiu um prestígio inédito ao submeter os príncipes ao seu controle.

D) A luta entre a Igreja e os príncipes estimulou a atividade intelectual, ao incentivar o estudo do direito romano, oque trouxe contribuições valiosas para a teoria política.

30. Atente para o seguinte trecho de uma carta de um menino de 13 anos ao General Presidente da Argentina: “Sou o filho mais velho. Meus irmãos têm seis e quatro ano se faz agora oito meses que nós vimos papai pela última vez. Um dia muito frio e muito triste, de manhã cedo, um grupo de homens, que diziam pertencer à polícia, entrou em nossa casa armado de pistolas e levou nosso pai e depois disso não tivemos nenhuma notícia dele [...]”.Argentina: Terror Fascista Contra Crianças, dossiê da Anistia Internacional, pp.6 e 7, Liga Brasileira de Defesa dos Direitos Humanos, 1980.A carta acima se refere aos acontecimentos ocorridos no período da Ditadura Militar Argentina (1976-1983). Atente para o que se afirma a seguir sobre esse período: 

I. A ditadura começou com um golpe militar que depôs o Presidente Perón em março de 1976.

II. Além dos mortos e dos torturados nos porões do regime, o grande drama na Argentina foi marcado pelos “desaparecidos políticos”.

III. Apesar da violência, o regime se mantinha devido à melhoria da situação econômica do país, principalmente para as classes médias.

IV. “Las Madres da Plaza de Mayo” foi um dos movimentos mais significativos da sociedade civil argentina nos anos sombrios do regime militar. Está correto somente o que se afirma em

A) I e IV.

B) II e IV.

C) II e III.

D) I e III.


GABARITO

23 C

24 A

25 D

26 B

27 D

28 B

29 D

30 B

terça-feira, 13 de janeiro de 2026

QUESTÕES DE GEOGRAFIA UECE 2025.1

GEOGRAFIA UECE 2025.1

31. As chapadas e costas que limitam o território do Ceará são de formação sedimentar enquanto as várias serras encontradas no interior da Depressão Sertaneja, particularmente contornando à distância a faixa litorânea, são maciços antigos de origem cristalina. (Fonte: Atlas do Ceara 2008, Grafiset-PB) São exemplos dessas serras úmidas cristalinas do Ceará:

A) Serra de Baturité, Serra do Araripe e Serra da Meruoca.

B) Serra de Uruburetama, Serra de Maranguape e Serra do Apodi.

C) Serra do Machado, Serra da Meruoca e Serra de Uruburetama.

D) Serra do Machado, Serra da Ibiapaba e Serra de Baturité.

32. Na Ásia como no restante do mundo, rios são fontes devida, mas em especial destaca-se um que nasce a partir de vários afluentes e é considerado o principal rio dessa parte do globo. Os geógrafos chineses reconhecem a fonte do seu afluente principal que fica em uma geleira no oeste da Serra Dangla, na parte oriental do planalto tibetano. Nessa bacia hidrográfica foi construída a maior hidrelétrica do mundo, adas “Três Gargantas”. Essas informações se referem ao Rio

A) Yangtzé.

B) Amarelo.

C) Beijiangue.

D) Tarim.

33. Cartograficamente e usando os conhecimentos de posicionamento, é correto afirmar que o estado brasileiro que tem como seus limites a oeste os estados do Pará e Mato Grosso, ao sul o estado de Goiás, a leste os estados da Bahia, Piauí e Maranhão e ao norte os estados do Maranhãoe  Pará é 

A) Minas Gerais.

B) Tocantins.

C) Pernambuco.

D) Mato Grosso do Sul.

34. Pode-se chamar de deserto qualquer região estéril que sustente poucas formas de vida. Os maiores desertos do mundo são amplas regiões de clima árido marcadas pela escassez e irregularidade das chuvas, além da baixa umidade relativa do ar e da vegetação esparsa ou ausente. O maior deserto do mundo é denominado

A) Antártida ou Antártica.

B) Deserto do Saara.

C) Deserto de Kalahari.

D) Deserto do Vale da Morte.

35. Leia atentamente o seguinte texto:

“A população da cidade de Petrolina (PE) chegou a 386.786pessoas no Censo de 2022, o que representa um aumento de 31,58% e de mais 92.824 habitantes em relação ao censo realizado em 2010. O aumento foi suficiente para que Petrolina superasse Caruaru (378.052) e Olinda (349.976) no ranking de maior população de Pernambuco, ficando atrás do Recife (1.488.920) e de Jaboatão dos Guararapes(643.759). Apesar de ambas serem as cidades mais populosas do estado, os dois municípios pernambucanos observaram encolhimento nos números populacionais com queda em comparação ao Censo de 2010”.Fonte: Censo 2022: com 386.786 habitantes, Petrolina supera Caruaru e Olinda e é a terceira maior cidade de Pernambuco. 

G1Petrolina, 28/06/2023. Disponível em https://g1.globo.com

Considerando o excerto acima, é correto dizer que

A) população urbana e população da cidade são sinônimos, dado que o urbano diz respeito somente à cidade.

B) a população é o único e exclusivo critério para mensurara urbanização em algum lugar e, portanto, o seu crescimento.

C) há uma confusão entre os conceitos de cidade e município, pois eles não são similares e refletem realidades espaciais distintas.

D) o censo demográfico é uma pesquisa desenvolvida a cada dez anos e quantifica somente a população urbana do Brasil.

36. Leia atentamente o excerto a seguir:“

Os baixos custos de transporte e comunicação podem facilitar a dispersão e a descentralização da atividade por espaços geográficos cada vez mais amplos. A quase eliminação do tempo e dos custos de transporte como fator determinante para a decisão da localização permite que o capital explore diferentes oportunidades de lucro em lugares extremamente díspares. As divisões de trabalho dentro de uma empresa podem ser descentralizadas para diferentes locais. A deslocalização produtiva se torna possível e o elemento de monopólio na concorrência é reduzido. As especializações regionais e as divisões do trabalho se acentuam, porque pequenas diferenças de custo (como impostos locais) se traduzem em mais lucro para o capital”. Fonte: David Harvey. As 17 contradições e o fim do capitalismo. São Paulo: Boitempo, 2016.

De acordo com a passagem acima, é correto afirmar que

A) o tempo é um fator menos importante que o espaço para as oportunidades lucrativas de investimento e expansão geográfica do capital.

B) o capital se apropria e ao mesmo tempo produz, mediante o tempo e o espaço, as oportunidades de auferir maior lucratividade em determinados contextos históricos e em locais particulares de modo homogêneo e equitativo.

C) na medida em que o capital se beneficia pelas novas tecnologias de transporte e comunicações, há uma maior homogeneização dos espaços a partir da expansão geográfica das inovações dificultando a divisão territorial do trabalho das empresas.

D) as diferenciações espaciais por meio das especializações regionais são reflexos da dispersão geográfica do capitalismo que, ao contrário de oferecer oportunidades iguais de crescimento em muitos lugares, aprofunda as diferenças territoriais.

37. Escreva V ou F, conforme seja verdadeiro ou falso oque se afirma a seguir a partir da dimensão geográfica dos “desastres naturais” no Rio Grande do Sul no ano de 2024.

( ) As inundações que ocorreram em diversas cidades do Rio Grande do Sul revelam a pouca atenção às políticas relacionadas às questões ambientais que poderiam mitigar ou evitar desastres como este.

( ) Os impactos vivenciados pela população foram homogêneos, uma vez que as inundações impactaram vários municípios, cidades e zonas rurais, independente de diferenças socioeconômicas e classe social.

( ) As mudanças climáticas não têm relação com as inundações, pois o homem é separado da natureza e não interfere na sua dinâmica natural, sendo a natureza a responsável pelos problemas ambientais.

( ) As diferenças sociais de renda e raça se tornaram visíveis com as inundações, pois as populações mais vulneráveis que sofreram com perdas materiais e imateriais são, em sua maior parte, de pretos e pardos de baixa renda. Está correta, de cima para baixo, a seguinte sequência:

A) V, F, V, F.

B) F, V, V, F.

C) F, V, F, V.

D) V, F, F, V.

38. Leia com atenção a seguinte passagem: “Dados do Censo 2022, divulgados nesta quinta-eira(21/03), mostram que 111,28 milhões de pessoas vivem próximo ao litoral brasileiro, em uma faixa de território que inclui domicílios localizados a uma distância máxima de 150quilômetros da costa. Isso representa 54,8% do total da população em 2022 (203,08 milhões), de acordo com o levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em relação a 2010, houve aumento de quase 5 milhões de pessoas, em números absolutos (eram106,37 milhões). No entanto, a parcela da população vivendo no litoral em relação ao total da população recuou, já que eram 55,8% na ocasião”. Fonte: Vitor Abdala. Mais da metade da população brasileira vive no litoral. Agência Brasil, EBC. 21/03/2024.Considerando a passagem acima apresentada, assinale a afirmação FALSA

A) Mais da metade da população brasileira se concentra na faixa litorânea devido à presença de amplos espaços rurais que possibilitam a produção agrícola em larga escala com destino ao mercado externo.

B) O processo de ocupação do território que hoje é o Brasil iniciou-se pelo litoral, favorecendo a fixação dos colonizadores por meio da fundação dos primeiros núcleos urbanos.

C) O recuo em termos percentuais da população que vive na faixa litorânea entre 2010 e 2022 sinaliza para um crescimento demográfico distante do litoral.

D) A presença da maior parte da população brasileira vivendo na faixa litorânea deve-se às condições de vida propiciadas pelas cidades, sobretudo as capitais, que foram as bases de fixação do povoamento e concentram bens e serviços que fomentam processos migratórios.


GABARITO

31 C

32 A

33 B

34 A

35 C

36 D

37 D

sábado, 6 de dezembro de 2025

Nova proposta de regionalização do IBGE, baseado em critérios ecológicos


    O IBGE apresentou na COP-30, em Belém, no dia 27 de novembro um nova regionalização do Brasil, uma proposta de abordagem ecológica para a regionalização do território nacional. A abordagem considera critérios ecológicos e ambientais para representar com mais precisão a diversidade dos biomas brasileiros.
    O estudo, expressa em 52 domínios naturais (grandes áreas com características físico-bióticas semelhantes), e 271 regiões naturais (subdivisões mais detalhadas dentro desses domínios).
Mais informações consulte diretamente na fonte: IBGE


Número de Domínios e Regiões Naturais, total, no interior continental,
no Sistema Costeiro e nas Ilhas Oceânicas, segundo os Biomas

Biomas e  Ilhas Oceânicas   Número de Domínios Naturais Número de Regiões Naturais 
Interior ContinentalSistema Costeiro Ilhas OceânicasTotal Interior Continental Sistema CosteiroIlhas OceânicasTotal 
Áreas  Nucleares Áreas de Transição 
Brasil 43 52 183 63 19 271 
Amazônia 15 16 70 24 97 
Caatinga 26 35 
Cerrado 10 11 43 14 59 
Mata Atlântica 10 33 14 10 57 
Pampa 
Pantanal 
Ilhas Oceânicas 
Fonte: IBGE. Diretoria de Geociências. Coordenação de Meio Ambiente. Banco de Dados e Informações Ambientais. 




segunda-feira, 10 de novembro de 2025

PALAVRAS CRUZADAS - GEOGRAFIA - ATMOSFERA DA TERRA

PALAVRAS CRUZADAS - GEOGRAFIA - ATMOSFERA DA TERRA


Preencha a grade com os termos corretos de acordo com as dicas abaixo.

Horizontais (→)


1 Camada mais próxima da superfície terrestre onde ocorrem a maioria dos fenômenos meteorológicos.

2 Gás mais abundante na atmosfera terrestre (cerca de 78%).

3 processo de transmissão de calor que ocorre em fluidos (líquidos e gases) através do movimento do próprio fluido .

4 Substância presente na estratosfera que protege a Terra da radiação ultravioleta.

5 Camada da atmosfera onde as temperaturas são muito baixas, atingindo a mínima vertical.

Verticais (↓)

6 Gás essencial para a respiração dos seres vivos, o segundo mais abundante na atmosfera (cerca de 21%).

7 Camada mais externa da atmosfera, onde se torna indistinguível do espaço exterior.

8 Camada intermediária da atmosfera, situada acima da Troposfera e abaixo da Mesosfera, conhecida pela presença da camada de Ozônio.

9 O ar em movimento, resultado das diferenças de pressão atmosférica.

10 Estado da atmosfera em um determinado momento e local.

11 Conjunto de padrões de estado da atmosfera em um longo período.













11

























7





















9






8



10




6











1






















































3






























2
































4


































5





















































RESPOSTAS


1 TROPOSFERA

2 NITROGÊNIO

3 CONVECÇÃO

4 OZÔNIO

5 MESOSFERA

6 OXIGÊNIO

7 EXOSFERA

8 ESTRATOSFERA

9 VENTO

10 TEMPO

11 CLIMA













11
















C









7







L









E





9


I




8



10


X


6



V


M




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1

T

R

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3

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F
















E








5

M

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O

S

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A


















IFA Ciências Humanas Aula 07 e 08

Material com atividade, utilizado nas aulas do Itinerário Formativo  de Aprofundamento (IFA) de Ciências Humanas. Fonte: Planos de aula do I...