quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

IFA Ciências Humanas Aula 07 e 08

Material com atividade, utilizado nas aulas do Itinerário Formativo  de Aprofundamento (IFA) de Ciências Humanas.

Fonte: Planos de aula do Itinerários Formativos de Aprofundamento (IFAs) das Ciências Humanas e Sociais Aplicadas. Governo do Estado do Ceará.

IFA CIÊNCIAS HUMANAS AULA 07 E 08

Texto 1: Trecho de “Brasil: uma biografia” de Lilia Schwarcz e Heloisa Starling

O fato é que muitas características do passado insistem em continuar presentes, retornam e não desaparecem por efeito de decreto ou boa vontade. A miséria se mantém assolando importante parcela da população, e, a despeito dos tantos progressos realizados, continuamos apresentando índices que nos colocam entre os países campeões no quesito desigualdade social. Em muitos lugares, mulheres ganham menos, trabalhando nas mesmas funções que seus colegas do sexo masculino, e continuam altos os índices de “crimes da paixão”, eufemismo para definir as práticas violentas que ainda marcam as diferenças de gênero no país. [...] Negros, morenos e pardos — seja lá o nome que se quiser dar —, apesar da aplicação de novas políticas de ação afirmativa, ainda conhecem a realidade da discriminação racial expressa nos índices diversos no trabalho e na educação, nas taxas de mortalidade, de criminalização na justiça, e até mesmo no lazer. As chances continuam desiguais [...].

SCHWARCZ, Lilia M; STARLING, Heloisa M. Brasil: uma biografia. São Paulo: Companhia das Letras, 2015. p. 506-507.


Texto 2: A situação do negro escravo no Brasil-Colônia

No início da colonização, a mão de obra utilizada era majoritariamente de indígenas escravizados, porém, com o tempo, por uma série de motivos, os escravizados africanos passaram a ser preferidos pelos donos das plantações e engenhos; Consequentemente, a migração forçada de africanos para o território brasileiro deveu-se à demanda de mão de obra para a agricultura de exportação e a extração de minérios; Moura (1992, p. 15-18) afirma que o negro escravo no Brasil-Colônia "vivia como se fosse um animal" e que a disciplina de trabalho que lhe era imposta "baseava-se na violência contra a sua pessoa"; Mesmo com a abolição da escravidão no Brasil, em 1888, os negros foram inseridos na sociedade como cidadãos de segunda classe.

MOURA, Clóvis. História do negro brasileiro. 2. ed. São Paulo: Ática, 1992.


Texto 3: A condição da mulher no Brasil-Colônia

A situação das mulheres no Brasil colonial era profundamente marcada pelo patriarcado escravocrata, mas assumia formas diferentes para mulheres negras e brancas. A mulher branca (da camada senhorial): Vivia na família patriarcal, sob autoridade absoluta do pai e, depois, do marido. Sua “carreira” social quase única era o casamento; a alternativa era o convento, muitas vezes decidido pelo pai ou pelo marido como forma de controlar sua sexualidade. A mulher negra (escravizada): Era, antes de tudo, escrava: considerada “coisa”,

instrumento de trabalho, sem direitos, vendida, alugada, castigada. Sofria uma exploração tripla: como trabalhadora, como objeto sexual do senhor e como reprodutora de força de trabalho.

SAFFIOTI, Heleieth. A mulher na sociedade de classes: mito e realidade. Petrópolis: ozes, 1976.


Interseccionalidade: conceito e aplicação social

Interseccionalidade é um conceito das ciências sociais que busca explicar como diferentes formas de desigualdade e opressão atuam de maneira simultânea e interligada na vida das pessoas. Em vez de analisar separadamente fatores como raça, classe social, gênero, sexualidade ou território, a interseccionalidade propõe compreendê-los como dimensões que se cruzam e produzem experiências sociais específicas.

O conceito foi sistematizado pela jurista e intelectual Kimberlé Crenshaw, ao analisar como mulheres negras enfrentavam formas de discriminação que não podiam ser explicadas apenas pelo racismo ou apenas pelo machismo. A partir disso, a interseccionalidade passou a ser utilizada para compreender como estruturas históricas de poder produzem desigualdades complexas e persistentes.

No contexto brasileiro, a interseccionalidade é fundamental para entender as desigualdades sociais, pois o país foi historicamente marcado pela escravidão, pela colonialidade e pela ocupação racializada do território. Esses processos estruturaram hierarquias sociais que ainda se refletem nos indicadores de renda, escolaridade, acesso à saúde, moradia e oportunidades de trabalho.

Por exemplo, pessoas negras, especialmente mulheres negras e moradores de periferias, tendem a ocupar posições sociais mais vulneráveis. Isso não ocorre por acaso ou por escolhas individuais, mas porque diferentes marcadores sociais se combinam, limitando o acesso a direitos e ampliando situações de exclusão.

A interseccionalidade também contribui para o debate educacional, pois permite analisar como desigualdades de raça, classe e gênero afetam o acesso, a permanência e o sucesso escolar. Dessa forma, o conceito ajuda a pensar políticas públicas mais justas e ações pedagógicas que reconheçam a diversidade das experiências sociais.

Em síntese, compreender a interseccionalidade significa reconhecer que as desigualdades são historicamente construídas, estruturais e interligadas, exigindo análises e soluções que considerem essa complexidade.


ATIVIDADE 

1. Sobre a herança do passado (Texto 1)

De acordo com o primeiro texto, por que não podemos dizer que o Brasil deixou todos os seus problemas antigos para trás? Dê um exemplo de um problema do passado que ainda vemos hoje.

2. Sobre a vida do escravizado (Texto 2)

O historiador Clóvis Moura diz que o negro escravizado vivia "como se fosse um animal". Explique o que ele quis dizer com isso, considerando como era a rotina de trabalho e o tratamento dado a essas pessoas.

3. Sobre as diferenças entre mulheres (Texto 3)

O texto de Heleieth Saffioti mostra que a vida da mulher branca e da mulher negra no Brasil Colônia era bem diferente. Quais eram as principais dificuldades vividas pela mulher negra que a mulher branca não passava?

4. Sobre o conceito de Interseccionalidade (Texto 4) O que significa o conceito de interseccionalidade? Tente explicar com suas palavras como diferentes preconceitos (como raça e gênero) podem se somar na vida de uma pessoa.

5. Sobre a realidade das periferias (Texto 4)

Por que o texto afirma que as mulheres negras moradoras de periferias estão em uma posição mais "vulnerável"? Isso acontece por escolha delas ou por causa da história do país? Justifique.


IFA Ciências Humanas Aula 05 e 06

Material com atividade, utilizado nas aulas do Itinerário Formativo  de Aprofundamento (IFA) de Ciências Humanas.

Fonte: Planos de aula do Itinerários Formativos de Aprofundamento (IFAs) das Ciências Humanas e Sociais Aplicadas. Governo do Estado do Ceará.

IFA aula 05 e 06 atividades

Texto 1: Trecho de “Brasil: uma biografia” de Lilia Schwarcz e Heloisa Starling

O fato é que muitas características do passado insistem em continuar presentes, retornam e não desaparecem por efeito de decreto ou boa vontade. A miséria se mantém assolando importante parcela da população, e, a despeito dos tantos progressos realizados, continuamos apresentando índices que nos colocam entre os países campeões no quesito desigualdade social. Em muitos lugares, mulheres ganham menos, trabalhando nas mesmas funções que seus colegas do sexo masculino, e continuam altos os índices de “crimes da paixão”, eufemismo para definir as práticas violentas que ainda marcam as diferenças de gênero no país. [...] Negros, morenos e pardos — seja lá o nome que se quiser dar —, apesar da aplicação de novas políticas de ação afirmativa, ainda conhecem a realidade da discriminação racial expressa nos índices diversos no trabalho e na educação, nas taxas de mortalidade, de criminalização na justiça, e até mesmo no lazer. As chances continuam desiguais [...].

SCHWARCZ, Lilia M; STARLING, Heloisa M. Brasil: uma biografia. São Paulo:Companhia das Letras, 2015. p. 506-507.


Texto 2: A situação do negro escravo no Brasil-Colônia

No início da colonização, a mão de obra utilizada era majoritariamente de indígenas escravizados, porém, com o tempo, por uma série de motivos, os escravizados africanos passaram a ser preferidos pelos donos das plantações e engenhos; Consequentemente, a migração forçada de africanos para o território brasileiro deveu-se à demanda de mão de obra para a agricultura de exportação e a extração de minérios; Moura (1992, p. 15-18) afirma que o negro escravo no Brasil-Colônia "vivia como se fosse um animal" e que a disciplina de trabalho que lhe era imposta "baseava-se na violência contra a sua pessoa"; Mesmo com a abolição da escravidão no Brasil, em 1888, os negros foram inseridos na sociedade como cidadãos de segunda classe.

MOURA, Clóvis. História do negro brasileiro. 2. ed. São Paulo: Ática, 1992.


Texto: 3 A condição da mulher no Brasil-Colônia

A situação das mulheres no Brasil colonial era profundamente marcada pelo patriarcado escravocrata, mas assumia formas diferentes para mulheres negras e brancas. A mulher branca (da camada senhorial): Vivia na família patriarcal, sob autoridade absoluta do pai e, depois, do marido. Sua “carreira” social quase única era o casamento; a alternativa era o convento, muitas vezes decidido pelo pai ou pelo marido como forma de controlar sua sexualidade. A mulher negra (escravizada): Era, antes de tudo, escrava: considerada “coisa”,

instrumento de trabalho, sem direitos, vendida, alugada, castigada. Sofria uma exploração tripla: como trabalhadora, como objeto sexual do senhor e como reprodutora de força de trabalho.

SAFFIOTI, Heleieth. A mulher na sociedade de classes: mito e realidade. Petrópolis: Vozes, 1976.


Texto 04: Interseccionalidade: conceito e aplicação social

Interseccionalidade é um conceito das ciências sociais que busca explicar como diferentes formas de desigualdade e opressão atuam de maneira simultânea e interligada na vida das pessoas. Em vez de analisar separadamente fatores como raça, classe social, gênero, sexualidade ou território, a interseccionalidade propõe compreendê-los como dimensões que se cruzam e produzem experiências sociais específicas.

O conceito foi sistematizado pela jurista e intelectual Kimberlé Crenshaw, ao analisar como mulheres negras enfrentavam formas de discriminação que não podiam ser explicadas apenas pelo racismo ou apenas pelo machismo. A partir disso, a interseccionalidade passou a ser utilizada para compreender como estruturas históricas de poder produzem desigualdades complexas e persistentes.

No contexto brasileiro, a interseccionalidade é fundamental para entender as desigualdades sociais, pois o país foi historicamente marcado pela escravidão, pela colonialidade e pela ocupação racializada do território. Esses processos estruturaram hierarquias sociais que ainda se refletem nos indicadores de renda, escolaridade, acesso à saúde, moradia e oportunidades de trabalho.

Por exemplo, pessoas negras, especialmente mulheres negras e moradores de periferias, tendem a ocupar posições sociais mais vulneráveis. Isso não ocorre por acaso ou por escolhas individuais, mas porque diferentes marcadores sociais se combinam, limitando o acesso a direitos e ampliando situações de exclusão.

A interseccionalidade também contribui para o debate educacional, pois permite analisar como desigualdades de raça, classe e gênero afetam o acesso, a permanência e o sucesso escolar. Dessa forma, o conceito ajuda a pensar políticas públicas mais justas e ações pedagógicas que reconheçam a diversidade das experiências sociais.

Em síntese, compreender a interseccionalidade significa reconhecer que as desigualdades são historicamente construídas, estruturais e interligadas, exigindo análises e soluções que considerem essa complexidade.


Atividade discursiva

  1. Permanências Históricas, No Texto 1, as autoras Lilia Schwarcz e Heloisa Starling afirmam que "muitas características do passado insistem em continuar presentes". Relacione essa afirmação com a situação dos negros no Brasil pós-abolição mencionada no Texto 2.
  2. A Condição da Mulher no Período Colonial, Com base no Texto 3, explique as principais diferenças entre a opressão vivida pela mulher branca da camada senhorial e a mulher negra escravizada no Brasil Colônia.
  3. O Conceito de Interseccionalidade, O Texto 4 apresenta o conceito de interseccionalidade. Explique, com suas palavras, o que esse conceito propõe e por que ele é importante para entender a realidade brasileira.
  4. Síntese e Indicadores Sociais, O Texto 1 cita que o Brasil é um dos "campeões no quesito desigualdade social". Utilizando as informações dos Textos 2, 3 e 4, identifique dois fatores históricos ou estruturais que contribuem para esses altos índices de desigualdade.


IFA Ciências Humanas Aula 03 e 04

Material com atividade, utilizado nas aulas do Itinerário Formativo  de Aprofundamento (IFA) de Ciências Humanas.

Fonte: Planos de aula do Itinerários Formativos de Aprofundamento (IFAs) das Ciências Humanas e Sociais Aplicadas. Governo do Estado do Ceará.


AULAS 3 E 4 VOZES DA CRÍTICA

Texto 1 - Por um Feminismo Afro-Latino-Americano

O processo de industrialização e urbanização do Brasil ocorreu em dois estágios: o capitalismo competitivo e o capitalismo monopolista. O primeiro estágio terminou em meados da década de 1950 e o segundo atingiu seu pico depois de 1968. Os setores conectados com o capitalismo competitivo foram subordinados pelo sistema monopolista hegemônico, cujos tentáculos alcançaram até as regiões mais atrasadas. Esses eventos resultaram na existência de dois mercados de trabalho distintos que exigiam forças de trabalho qualitativamente distintas. 

Esse desenvolvimento desigual combinava e integrava diferentes épocas. Grande parte da população excedente se tornou uma massa marginal sob o sistema monopolista e um exército industrial de reserva para o setor competitivo subordinado. Uma vez que a capacidade de absorver mão de obra manual desse setor é muito baixa, uma massa marginal também existe em relação a ele. Claramente, condições relacionadas ao desemprego e ao subemprego tiveram efeitos especialmente severos sobre esse excedente

populacional.

GONZALEZ, Lélia. Por um Feminismo Afro-Latino-Americano: Ensaios, Intervenções e Diálogos . Rio Janeiro: Zahar, 2020


Texto 2 - O Negro no Mundo dos Brancos

Todos os que leram Gilberto Freyre sabem qual foi a dupla interação, que se estabelece nas duas direções. Todavia, em nenhum momento essas influências recíprocas mudaram o sentido do processo social. O negro permaneceu senpre condenado a um mundo que não se organizou para tratá-lo como ser humano e como "igual". Quando se dá a primeira grande revolução social brasileira, na qual esse mundo se desintegra em suas raízes abrindo-se ou rachando-se através de várias fendas, como assinalou Nabuco- nem por isso ele contemplou com equidade as "três raças" e os "mestiços" que nasceram do seu intercruzamento. Ao contrário, para participar desse mundo, o negro e o mulato se viram compelidos a se identificar com o branqueamento psico-social  e moral. Tiveram de sair de sua pele, simulando a condição humana-padrão do mundo dos brancos".

Essa situação constitui, em si mesma, uma terrível provação. Que equilíbrio podem ter o "negro" e o "mulato" se são expostos, por princípio e como condição de rotina, a formas de auto-afirmação que são, ao mesmo tempo, formas de autonegação?

FERNANDES, Florestan. O negro no mundo dos brancos. Difusão Europeia do Livro. São Paulo, 1972.


Texto 3 - Colonialidade de ser

Distinta dessa ideia, a colonialidade se refere a um padrão de poder que emergiu como resultado do colonialismo moderno, mas que, ao invés de estar limitado a uma relação formal de poder entre dois povos ou nações, refere-se antes à forma como trabalho, o conhecimento, a autoridade e as relações intersubjetivas se articulam entre si, através do mercado capitalista mundial e da idéia de raça.

MALDONADO-TORRES, Nelson. Sobre a colonialidade do ser: contribuições para o desenvolvimento de um conceito. Rio de Janeiro: Via Verita Editora, 2022.


Texto 4 - Filosofia da libertação

1.1.2. А оopressão da periferia colonial e neocolonial

1.1.2.1. Quando dizemos que a filosofia da libertação é pós-moderna, queremos indicar a  seguinte tese: a filosofia moderna européia, mesmo antes do ego cogito, mas certamente a partir dele, situa todos os homens, todas as culturas, e com isso suas mulheres e filhos, dentro de suas próprias fronteiras como úteis manipuláveis, instrumentos. A ontologia os situa como entes interpretáveis, como idéias conhecidas, como mediações ou possibilidades internas ao horizonte da compreensão do ser. Espacialmente centro, o ego cogito constitui a periferia e se pergunta com Fernández de Oviedo: "Os índios são homens?", isto é, são europeus e por isso animais racionais? O menos importante foi a resposta teórica; quanto à resposta prática, que é a real, ainda continuamos a sofrer: são apenas a mão-de-obra, se não irracionais, ao menos "bestiais", incultos - porque não têm a cultura do centro -, selvagens... subdesenvolvidos.

1.1.2.2. Esta ontologia não surge do nada. Surge de uma experiência anterior de dominação sobre os outros homens, de opressão cultural sobre outros mundos. Antes do ego cogito existe o ego conquiro (o "eu conquisto" é o fundamento prático do "eu penso"). O centro se impôs sobre a periferia há cinco séculos. Mas, até quando? Não terá chegado ao seu fim a preponderância geopolítica do centro? Podemos vislumbrar um processo de libertação crescente do homem da periferia?

DUSSEL, Enrique. Filosofia da Libertação: crítica à ideologia da exclusão. São Paulo: Paulus, 1995.


Texto 5 - Pele negra, máscaras brancas

Enquanto o negro estiver em casa não precisará, salvo por ocasião de pequenas lutas intestinas, confirmar seu ser diante de um outro. Claro, bem que existe o momento de “ser para-o-outro”, de que fala Hegel, mas qualquer ontologia torna-se irrealizável em uma sociedade colonizada e civilizada. Parece que este fato não reteve suficientemente a atenção daqueles que escreveram sobre a questão colonial. Há, na Weltanschauung de um povo colonizado, uma impureza, uma tara que proíbe qualquer explicação ontológica. Pode-se contestar, argumentando que o mesmo pode acontecer a qualquer indivíduo, mas, na verdade, está se mascarando um problema fundamental. A ontologia, quando se admitir de uma vez por todas que ela deixa de lado a existência, não nos permite compreender o ser do negro. Pois o negro não tem mais de ser negro, mas sê-lo diante do branco. Alguns meterão na cabeça que devem nos lembrar que a situação tem um duplo sentido. Respondemos que não é verdade. Aos olhos do branco, o negro não tem resistência ontológica. De um dia para o outro, os pretos tiveram de se situar diante de dois sistemas de referência. Sua metafísica ou, menos pretensiosamente, seus costumes e instâncias de referência foram abolidos porque estavam em contradição com uma civilização que não conheciam e que lhes foi imposta.

FANON, Frantz. Pele negra, máscaras brancas. Salvador: EDUFBA, 2008.


Atividade

Texto 1 - Segundo o texto, como o processo de industrialização no Brasil contribuiu para o aumento do desemprego e do subemprego, e por que esses problemas atingiram de forma mais intensa parte da população?

Texto 2 - De acordo com o autor, por que o negro e o mulato precisaram se adaptar aos padrões do “mundo dos brancos” para serem aceitos na sociedade brasileira? Quais consequências isso trouxe para a construção de sua identidade?

Texto 3 - Explique, com base no texto, o que significa a ideia de “colonialidade” e como ela continua influenciando as relações sociais e de poder mesmo após o fim do colonialismo.

Texto 4 - Segundo Dussel, como a filosofia europeia colocou os povos colonizados em uma posição de inferioridade? Explique a relação entre dominação, colonização e exclusão desses povos.

Texto 5 - De acordo com Fanon, por que o negro passa a se definir a partir do olhar do branco em uma sociedade colonizada? Como isso afeta sua identidade e sua forma de se ver no mundo?


IFA Ciências Humanas Aula 07 e 08

Material com atividade, utilizado nas aulas do Itinerário Formativo  de Aprofundamento (IFA) de Ciências Humanas. Fonte: Planos de aula do I...